quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sistema de cotas para alunos de escolas públicas nas universidades federais amplia acesso à universidade


Marianne Aroca

No dia 29 de agosto de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou  a lei que institui o sistema de cotas para alunos de escolas públicas nas universidades e escolas técnicas federais.

Pela lei, pelo menos 50% das vagas nas universidades federais devem ser reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio integralmente em escola pública, além disso, dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a estudante do terceiro ano do ensino médio da rede pública, Heloisa Jardim, que pretende prestar Engenharia Ambiental na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela aprova a nova lei de cotas. “Muitos estudantes não têm condições de pagar uma faculdade particular, essa lei vai ajudar a quem não tem oportunidade a fazer uma faculdade”, diz.

Nayara Morais, também estudante do terceiro ano do ensino médio da rede pública, a lei irá ajudar os alunos de escolas públicas a entrarem em uma boa faculdade. “Eu aprovo a nova lei até o presente momento, e espero vê-la em prática, dando auxílio a nós, que estamos na escola pública”, comentou.

A Danyella Arruda, estudante da escola pública que pretende prestar faculdade de Jornalismo ou Literatura, pretende se enquadrar nesse sistema de cotas, pois quer estudar numa universidade federal. “Concordo com essa nova lei, acho muito funcional, espero que ajude bastante gente a cursar um nível superior numa universidade boa”, declarou.

Na opinião da professora de Literatura da rede pública, Adriana Forti, sancionar a lei foi a melhor coisa a ser feita para os estudantes. “Dessa forma, todos terão a chance de passar num vestibular para uma universidade federal; será uma disputa justa”.

“Trabalhei com meus alunos um texto sobre o assunto, para que eles tomassem conhecimento. O texto era em forma de artigo, afinal caem muito artigos de opinião nos vestibulares, vi como uma forma de treiná-los”, explicou a professora.

Adriana conta que, no geral, todos os professores com quem tem conversado são favoráveis à nova lei. “Acho que, na visão da maioria, a disputa será acirrada para ambos os lados. Tanto para os alunos de escola particular que já tem uma educação melhor, quanto para os alunos que não têm tanta oportunidade assim. No final das contas não importa tanto a classe social, e sim aqueles que estudaram e merecem essa chance”, finalizou.

A política de cotas terá validade de dez anos a contar de sua publicação. As instituições de ensino, mesmo aquelas que já mantêm ações afirmativas, terão quatro anos para implementar integralmente o novo sistema.

0 comentários:

Postar um comentário