SECOM2014 #renoveseusconceitos

Participe! Confira a programação

Calouros, sejam bem-vindos!!

Os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do ISCA Faculdades foram um dos que mais receberam alunos em 2014.

Acolhida

O clima na Comunicação é esquenta! Veteranos recepcionaram os novos amigos com muita energia.

Coordenação

Professora Daniela Rocha assume a coordenação dos cursos

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Secom 2014 traz especialistas renomados para discutir a comunicação

Secom 2014 traz especialistas renomados para discutir a comunicação


Entre os dias 26 e 30 de maio o ISCA Faculdades irá sediar mais uma edição da SECOM (Semana de Comunicação). Este ano serão abordados os temas Comunicação Política, Comunicação Institucional, Esporte, Meio Digital, Mercado.


De acordo com a coordenadora dos cursos de comunicação, Daniela Rocha, a ideia é propor o debate de profissionais experientes de cada segmento e os alunos. “Academia e mercado devem conversar e discutir tendências e atualidades de cada segmento. Além de expor ao aluno teoria e prática em uma mesma dinâmica, também teremos a oportunidade de aproximá-los um pouco mais de cada área, para estimular o interesse e a busca do nosso estudante”, destacou.



As atividades da SECOM terão início sempre às 19 horas, no estúdio de TV do ISCA Faculdades. Confira a programação da SECOM 2014:


Comunicação Digital – 26/05
Lucas Oliveira e Rafael Sbarai, editores dos sites da Veja e Editora Abril;


Comunicação Esportiva – 27/05
Patrícia Casagrande da PPress e Ana Luiza Rosa, assessora de comunicação do SPFC;


Comunicação Mercadológica – 28/05
Wesley Lopes Honório, da Ozônio Propaganda;


Comunicação Institucional – 29/05
Marcela Bragotto, assessora de comunicação da Prefeitura de Limeira;


Comunicação Política – 30/05
Cibele Buoro, jornalista e consultora de comunicação, faz cobertura política e presta consultoria no mesmo segmento/ Cássia Machado, jornalista e assessora legislativa da Bahia.

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SeCom2014 
Semana de Comunicação 
de 26 a 30 de maio!

ISCA Faculdades
#renoveseusconceitos

Inscrições: http://migre.me/j6GSk

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Multifuncionalidade e disputas entre gerações afetam saúde dos profissionais do Jornalismo


 

Pesquisa realizada em São Paulo e Rio de Janeiro identifica problemas enfrentados no jornalismo

Daniela Cason

 

Divulgada no mês de setembro passado, pela Folha de S. Paulo, as estatísticas realizadas pelo site adzuna.com.br, de busca de emprego, apontam que o jornalismo está entre as piores profissões. Nesse campo, diversas pesquisas são feitas para comprovar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área. Problemas com não exigência do diploma, remuneração baixa, longas e cansativas horas de trabalho contribuem para atestar essa realidade.

Desde 2009, o Supremo Tribunal Federal descartou a exigência do diploma de jornalismo, no Brasil. Porém, em setembro passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou uma proposta de emenda  à Constituição que estabelece a exigência do diploma.

Em tramitação, o planejamento ainda será analisado por uma comissão especial, antes de ir para o Plenário da Câmara.

Atentar-se quanto a esses dilemas que são de primeira instância é de extrema urgência. O jornalismo, que tem como princípio contribuir com a sociedade, é menosprezado por ela. Em São Paulo e no Rio, 93% dos jornalistas não são registrados em carteira.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul,  o psicólogo, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Heloani, explica que devido às contrariedades enraizadas no cotidiano do jornalismo, os problemas de ordem cardiovasculares são muito frequentes, além da sistemática dependência química.

De acordo com Heloani, essa situação começa com o atual contexto dos ambientes das  empresas de comunicação, que tendem a contratar profissionais mais jovens, provocando disputas acirradas entre as gerações.

Suas pesquisas resumem fatores como a multifuncionalidade desses jovens que se prontificam a realizar diversas tarefas “tecnológicas”, despolitização completa  e  falta de bagagem  necessária para a realização do jornalismo mais investigativo, o que descaracteriza uma atividade agora ainda mais aviltada.

A geração de idolatria ao corpo perfeito



Sociedade que luta para manter parâmetros de beleza de um mundo irreal, conquistas por meio de cirurgias plásticas

 
Tatiane Medeiros


Magreza, pernas longas, tronco longilíneo, cabelos lisos, seios grandes, barriga chapada e assim se vão todas as leis naturais da vida por um corpo “perfeito”. A sociedade vem passando por mudanças dramáticas e drásticas para gerar um padrão de beleza que se insira no mundo atual.

 

Adolescentes que ainda passam por mudanças naturais da puberdade já caminham no corredor de clínicas de estética. Essa cultura de aderir à cirurgia plástica aproximou as gerações, e os procedimentos cirúrgicos não estão mais ligados à idade: as filhas de 14  e 15 anos, influenciadas pelo mundo da moda e pela mídia, estão obcecadas pela valorização das curvas perfeitas.

 

"As pessoas passaram a enxergar o corpo hoje como uma coisa moldável, conforme certos padrões estéticos, fomentados por uma pressão social de classe. Nesse sentido, o físico, os sentidos e a alma são massificados por conta dessa ditadura de idealização da beleza", explica o psicólogo Fernando de Almeida Silva. "Com essa transformação do corpo em coisa, o próprio indivíduo se reduziu a um objeto, que só possui valor como ostentação dentro dos padrões preestabelecidos".

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de cirurgias plásticas em adolescentes entre 14 e 18 anos mais do que dobrou em quatro anos – saltou de 37.740 procedimentos em 2008 para 91.100 em 2012 (141% a mais), segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Os estereótipos criam reflexos capazes de fazer com que as meninas cresçam “fora do padrão” e se tornem vítimas da exclusão do mercado da beleza. “A minha primeira cirurgia foi aos 15 anos, fiz porque não conseguia mais ter convívio social, nem auto-estima pois achava meu nariz feio. Sou modelo profissional, mas ainda me sinto, e muito, excluída dos padrões , que, na minha opinião, não deveriam existir, mas quem produz isso não é somente a mídia, somos nós quando achamos que a próxima está gordinha quando ela está no peso ideal. É algo que existe sem percebemos e que faz com que desejemos um corpo irreal, que só existe com a ajuda de remédios, drogas e anabolizantes. Infelizmente essa é a realidade”, desabafa Júlia Dias 21, modelo.

 

O mundo feminino é abastecido por capas de revistas com mulheres magérrimas, dicas de dietas milagrosas e, com o crescente uso da Internet, faz com que mais cedo adolescente busquem cirurgia plástica. De acordo com um cirurgião plástico que prefere não se identificar, antes do corpo se transformar e amadurecer as adolescentes vão até a clínica, buscando por um estereótipo magro e, algumas vezes, levam fotos de modelos ou atrizes, como se fosse uma forma a ser moldada. “Na maioria dos casos, já sou médico da māe e a mesma leva as filhas adolescentes para mudanças estéticas, em primeiro lugar estão os implantes mamários, em segundo lipoaspiração e em terceiro lugar a rinoplastia. Tenho pacientes jovens que preferem uma cirurgia em vez de uma festa de 15 anos. É um exagero”, avalia o cirurgião.

 

 Leia mais:

 

 


 

Cirurgia plástica-


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crianças, tecnologia e a overdose de informações


 
Tecnologia toma conta do dia-a-dia das crianças e, em alguns casos, preocupa os pais

 Tamires Souza
 
 
Atualmente percebe-se a diferença que existe entre as novas gerações e as gerações anteriores. As crianças vêm sendo alvo de propagandas com teor tecnológico, ou seja, são muitos os comerciais de jogos e acessórios tecnológicos como, vídeo games, celulares, tablets, entre outros. Isso ocorre pelo fato dessa nova geração, mais conhecida como geração “Y”, estar a cada dia mais conectada ao mundo virtual.  

 

A tecnologia tem sido uma dessas grandes diferenças entre essa geração e as anteriores. É visível a diferença entre a educação que as escolas concediam aos seus alunos alguns anos atrás, para a educação nos dias atuais. Hoje em dia, os professores passam mais trabalhos de pesquisa e muitos levam seus alunos à sala de informática pelo menos uma vez na semana.

 

A onda tecnológica que vem atingindo essa nova geração tem seus pontos positivos e negativos. Um dos pontos positivos é que a internet ajuda as crianças e adolescentes a fazerem seus trabalhos de pesquisa.

 

Entre os pontos negativos está a acessibilidade que os pequenos tem com teor adulto, ou seja, a pornografia. Para Moacir de Souza, 32, esse é um grande problema. “Tenho uma filha de 10 anos que usa a internet e já tem até Facebook. Mas, como não tenho muito tempo para acompanha-lá no mundo virtual, quase nunca sei com quem ela conversa e o que ela vê nessa rede social”, diz o motoboy.

 

Para Sílvia da Silva, 31, mãe de Bárbara, a tecnologia tem ajudado na vida escolar da filha. “A Bárbara gasta menos tempo para fazer as lições de casa, pois ela pesquisa na internet. Então sobra mais tempo para ela brincar”, diz a dona de casa.

 

“Minha professora sempre passa trabalhos para serem pesquisados na internet. Às vezes, eu copio tudo o que está no site, em outras eu leio o que está lá e escrevo com as minhas palavras”, diz Bárbara da Silva, 8.

 

Com toda essa tecnologia ao alcance das crianças, muitos pais deixam seus filhos criarem contas em redes sociais, como o Facebook. Esse é o caso de Roseli de Paula, 37, e sua filha Mariana de Paula, 8. “A Mariana criou uma conta no Facebook recentemente. Depois disso, ela quase não sai mais da frente do computador”, conta a dona de casa.

 

Algumas vezes as crianças têm mais facilidade de lidar com a tecnologia do que seus próprios pais. “Ela aprendeu a mexer rapidamente no Facebook, existem coisas que ela ainda não sabe e está aprendendo melhor. Mas confesso que ela sabe mais que eu”, diz.

 

A internet não é um local seguro para crianças, por isso os pais devem estar atentos aos seus filhos. “Alguns pais acham que por seus filhos estarem dentro de casa, estão seguros. Mas as redes sociais, como o Facebook, não é tão segura quanto parece, pois podem existir pessoas com má intenção ou ser uma válvula de escape para a criança. Eu tenho a senha da minha filha e sempre acompanho o que ela posta, com quem conversa e quem adiciona como amigo”, diz Roseli.

 

Mas, não são apenas as redes sociais que mexem com a cabeça dos pequenos. Aparelhos tecnológicos também fazem parte da vida infantil; estes aparelhos modificaram a infância dos dias de hoje. “No dia das crianças, o pedido da Bárbara foi um tablet. Ofereci outros presentes, mas ela não aceitou e quase ficou doente por causa desse aparelho”, diz Sílvia.

 

“As crianças da atualidade vivem numa era extremamente tecnológica, em que se troca um brinquedo por um celular ou computador. Não se vive a infância como alguns anos atrás”, completa Sílvia.

Rodeios são sinônimos de diversão e protestos


 
Wendell Stahl

Por todo Brasil, os rodeios têm dado o que falar. Ativistas em favor dos animais lutam para que as provas em festas de rodeios sejam extintas. Jovens vão para assistir aos shows de seus ídolos e muitos deles acabam nem vendo as competições do evento, pela falta de interesse. Peões dizem que os bovinos e equinos são bem tratados durante o rodeio, porém os ativistas não concordam.
 

Setembro é o mês mais aguardado entre os foliões limeirenses desde 1983, mês em que a cidade o Rodeio de Limeira, também conhecido como Festa do Peão. O evento atrai peões de vários lugares em busca de vitórias, recordes e prêmios. Atrai também jovens baladeiros que querem festejar e curtir a noite regrada a bebidas alcoólicas. E não é só de diversão que a festa é composta. Há também os ativistas que lutam para o fim da presença de animais nesse competitivo esporte, que se originou no México e se popularizou na Espanha.

Um projeto de lei do deputado federal Ricardo Trípoli, do PSDB, proíbe a perseguição a animais em provas de rodeios. Segundo o texto apresentado ao Plenário da Câmara Federal, considera-se infrator o responsável pela licença, ou alvará, que autorizou a realização do evento em que foram executadas as práticas contra os animais. A multa poderá atingir o valor de trinta mil reais e, em caso de reincidência, poderá ser aplicado o dobro desse valor. Tripoli cita fato recente ocorrido na 56ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Durante prova denominada “bulldogging”, perseguição na arena seguida de derrubada, um garrote teve de ser morto em virtude da paralisia permanente provocada pelo peão que lhe quebrou a coluna vertebral.

 

A elaboração do projeto de lei contou com a colaboração da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), entidade centenária, afiliada à WSPA-Brasil. A Uipa já encabeçou importantes processos judiciais e representações no Ministério Público da União e do Estado de São Paulo contra os maus tratos aos animais.

O peão Dirceu Domingues diz que raramente vê animais sendo maltratados e que ele mesmo nunca precisou agredir um bovino, pois eles são adestrados durante seu desenvolvimento.

Já a ativista Lua Maria diz que é totalmente a favor do projeto do deputado federal, e ainda diz que não adianta negar que os animais não são mal tratados, pois segundo ela, os ativistas têm todas as provas necessárias para provar o contrário.


Um dos organizadores do Rodeio de Limeira, que preferiu não ser identificado, se defende dizendo que, no evento sediado na cidade, não ocorre nenhuma violência física aos animais, e que os peões são sempre vigiados por autoridades.

Muitos jovens entrevistados revelam que vão ao evento para assistir aos consagrados shows de cantores sertanejos, que faturam milhões de reais neste tipo de evento, por serem a atração principal da festa. Eles são seguidos por uma multidão. Apenas em 2012, cerca de 160 mil pessoas participaram da festa do peão de Limeira.

Sertanejo universitário predomina em shows de festas do peão


 
O sertanejo de raiz perdeu seu posto em rodeios, pois o público prefere o sertanejo universitário, que tem um ritmo mais animado
 
Giuli Braido
 
Entre os diversos gêneros musicais do Brasil, um dos mais conhecido é o sertanejo de raiz, que surgiu em cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde muitas pessoas moravam em sítios e fazendas, havia peões que trabalhavam e moravam nestes locais e então, como forma de distração, criavam músicas. Essas músicas possuíam letras profundas, onde eles expressavam seus sentimentos, muitas vezes por um amor não correspondido, ou até mesmo contavam sobre a vida que levavam naquele ambiente.
 
“Desde criança minha família sempre gostou muito do sertanejo de raiz, tanto meus país quanto meus avós, então cresci ouvindo esse estilo de música. Por ter todo esse contato não tinha como não gostar do sertanejo de raiz, fui me acostumando e aprendi a gostar assim”, comenta a estudante de Fonoaudiologia, Maíza Luchetta Basso.
 
Após vários anos, várias mudanças e inovações de estilos musicais, o sertanejo de raiz tem sido deixado um pouco de lado e, no decorrer desse tempo, surgiu o sertanejo universitário. Muitas pessoas não tiveram contato com o sertanejo de raiz desde a infância, então, por não conhecerem sua essência e história, acabam por achar o estilo musical parado.
 
Por outro lado, o sertanejo universitário tem um estilo mais despojado e animado, por tanto ele acaba atraindo mais a população jovem, com suas músicas agitadas e letras musicais mais modernas.
 
Com o sertanejo de raiz e os peões, surgiu a festa do peão, onde ocorrem atrações e competições de rodeio. A princípio, nessas festas, era tocado apenas o sertanejo de raiz, mas, com o passar do tempo, estas festas foram se modernizando até cair no gosto da população mais jovem. Hoje ela perdeu um pouco suas características tradicionais, pois o público que frequenta as festas do peão preferem os shows às competições. Nesses shows, o sertanejo universitário tem predominado, tirando o efeito que o sertanejo de raiz possuía neste tipo de evento.
 
“Com relação aos sertanejos universitários e o de raiz para tocar em festas do peão, eu sou muito mais o universitário, pois ele é mais animado, é melhor para dançar e permite um interação melhor com a galera. O sertanejo universitário está mais em alta no momento, então a galera prefere muito mais também”, cita a estudante de Biologia, Letícia Bianquini.
 

Cidades pequenas têm poucas salas de cinema


Recentemente o município de Araras ganhou um novo cinema. O Cine Art conta com duas salas, uma normal e uma para filmes em 3D

Gabriela Grigoletto

As cidades precisam oferecer lazer e entretenimento, para que a população possa interagir, se divertir e se atualizar. Porém, muitas cidades pequenas, como Araras, Rio Claro, Leme, Cordeirópolis, todas do interior do Estado de São Paulo, não contam com muitos locais de lazer. Em especial, a cidade de Araras, que não tem shopping e não contava, até pouco tempo, com nenhum cinema. Mas isso mudou. Em 2013, o Cine Art estabeleceu-se na cidade, com duas salas diferenciadas de cinema: a sala normal e uma sala 3D.

“O cinema, para mim, além de divertimento, é cultura. Nos filmes, nós aprendemos também. É um meio que, ao mesmo tempo em que nos proporciona entretenimento, traz um aprendizado. O cinema faz parte da minha vida, frequento sempre. É uma ótima opção de passeio em um domingo à tarde, por exemplo, ou até mesmo em um sábado à noite, tudo depende da companhia e do filme que se vai assistir”, destaca o estudante de Jornalismo, Fernando Henrique Covre.
 

Para os frequantadores, o cinema veio a calhar, pois substitui um filme em casa num sábado à noite. Ao invés disso, as pessoas vão ao cinema, onde têm conforto e uma tela de grande proporção que exibe filmes.

 “Frequento o cinema em Araras cerca de três vezes ao mês. Considero bom o cinema daqui”, comenta o estudante Vitor Franco.

O Cine Art em Araras tem capacidade para cerca de 100 pessoas, mas, mesmo com pouca estrutura, Rolisangellis Ferreira, que trabalha no local, comenta que o número de pessoas que frequentam o cinema aumentou de modo significativo e positivo.

“Desde quando inaugurou o cinema, a frequência do público foi aumentando cada dia mais. De segunda e quarta-feira temos as promoções que todos pagam meia entrada. É o que mais chama a atenção de todos, pois muitos que não estudam aproveitam nesses dois dias. Mas a procura é maior nos fins de semana, quando a maioria das pessoas não trabalha e vem curtir “, comentou.

Outro ponto positivo do cinema é que os filmes chegam ao mesmo tempo em que são nacionalmente.

“Procuramos trabalhar com todos os lançamentos e trazer sempre o melhor. O que mais ouvimos é que voltar a ter a sétima arte em Araras foi a salvação. Aqui o público tem o direito de escolher onde quer se sentar, sem preocupação, e ainda temos a tecnologia em som e imagem digital sem a utilização da máquina 35 mm (aqueles rolos enormes). Além disso, temos uma sala 3D . O público é variado. São muitos jovens, crianças, idosos. Eles adoram, pois não precisam mais pegar pistas, pagar pedágio para poderem ver um filme e correrem o risco de não conseguir lugar. Nós esperamos muito do público, e eles esperam de nós, tudo se torna uma ligação”, finaliza a jovem. 

Para alguns, o cinema ainda não está de acordo e precisa aumentar, justamente para que caibam mais pessoas e atenda a um público bem maior.

 “O cinema daqui é bom, mas poderia ser maior. A sala tanto faz, não tenho preferência quanto ao tipo, depende do filme. Tem filme que exige uma transmissão em 3D, então prefiro essa sala, mas têm outros que na sala normal fica bom do mesmo jeito. Meus gêneros preferidos de filme são comédia e terror “, comenta o estudante Felippe Guirau.

 
 

 

 

 

 

 

 

 

Marcha das Vadias chegou ao interior de SP


Cidade de Araras realizou manifestação feminista

Natália Campos

A Marcha das Vadias de Araras começou a ser preparada em meados de maio e junho de 2012, com o objetivo de reunir principalmente mulheres de todas as idades, raça/cor, classes sociais, orientação sexual, identidades de gênero, do meio urbano e rural para protestar contra a violência sexista contra as mulheres, desencadeada pela cultura machista, racista, homofóbica e capitalista e também com o objetivo de organizar um grupo atuante pelas causas das mulheres no município.

Foram promovidas palestras e debates em espaços públicos, abertos a toda população, sobre violência, gênero, saúde da mulher, entre outros temas. O objetivo foi mobilizar a população ararense a marchar e reivindicar tais direitos junto às mulheres do município em agosto de 2012.

Em seguida, como ferramenta de divulgação, o núcleo-organizador da Marcha criou um grupo na rede social Facebook, com o propósito de divulgar as reuniões e atividades que desempenhariam durante todo o processo de realização da Marcha. O grupo denominado “Marcha das Vadias- Araras/SP tornou-se um espaço de troca de informações, material relacionado ao feminismo, gênero e afins.

A concentração da Marcha ocorreu em Araras, no Calçadão Central “Monsenhor Quércia” na manhã do dia 8 de setembro de 2012. Foram confeccionados cartazes expondo os propósitos da Marcha. Mulheres pintaram seus corpos expressando a autonomia sobre eles e sobre suas vidas; militantes da luta e/ou vítimas de violência tomaram fala no carro de som agregando passantes; a batucada feminista de mulheres, que fez parte do processo de construção da Marcha, reproduziu rimas como: “A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria!” e gritos, como: “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”. Aproximadamente 100 pessoas participaram da mobilização, entre elas adolescentes, jovens e adultos, homens e mulheres.

Segueom fotos do Movimento em Araras
Crédito das fotos: Eliane Pessotto




 

Após a Marcha das Vadias, um grupo de mulheres ararenses se agregou coletivamente, num planejamento no que diz respeito à organização, à formação sobre o feminismo, gênero, sexualidade, descriminalização e legalização do aborto, mercantilização do corpo e da vida das mulheres pela mídia e pelo mercado de consumo, sobre o trabalho produtivo e reprodutivo, a violência contra a mulher, entre outros temas. A intenção foi traçar um calendário de luta e de reivindicações por políticas públicas específicas para as mulheres no município.

A Marcha das Vadias de Araras cumpriu um objetivo básico que era a formação ou reunião de pequenos grupos coletivos que já atuavam de alguma maneira na cidade pelas lutas das mulheres e de reunir também pessoas que já se identificavam ou que passaram a se identificar com essas lutas, mas que não faziam parte de nenhum grupo, com o intuito de fortalecer a atuação de todos na cidade, especialmente pela mobilização da implantação de políticas públicas/estruturas que atendam às demandas das mulheres em todos os aspectos no município, seja na saúde integral da mulher, segurança, cultura, entre outros.

“As reuniões são abertas a todas as mulheres que queiram participar, assim como as que já militam em outras frentes como no movimento LGBT, movimento negro, na luta antimanicomial, entre outros movimentos. Há também debates abertos e temos articulado outras atividades que envolverão a população local”, explica Caroline Maciel, uma das organizadoras da Marcha.

A decisão em ser um grupo organizado só por mulheres vem da necessidade de reunir, debater e compreender de que maneira as mulheres são oprimidas cotidianamente para, então, compartilhar e desconstruir com toda a comunidade um modelo cultural que coloca o homem e, principalmente, a figura masculina como opressora/dominadora que agride e vitimiza de diferentes formas mulheres e pessoas - de ambos os sexos - que não se encaixam nesse modelo machista, racista, homofóbico pré-estabelecido.

Histórico do Movimento

A Marcha das Vadias é uma manifestação que aborda a violência exercida contra as mulheres por denunciar as verdadeiras causas dessa tão recorrente violência e trazer o questionamento para as populações das deficiências dos sistemas públicos em socorrer, coibir e prevenir esse tipo de ação que vitimiza mulheres em toda sua esfera cotidiana, assim como, aponta a necessidade de mobilização e organização dessas sociedades em prol de um bem comum, formando sujeitos políticos.

Tudo começou no Canadá, em abril de 2011, quando, em resposta à afirmação de um policial que, durante uma palestra sobre segurança em uma universidade de Direito, disse que as mulheres evitariam o estupro se não se vestissem como “sluts”, vagabundas.
A indignação gerou grande repercussão em diversos países do mundo, como Índia, África do Sul, Alemanha, Austrália. E o Brasil não ficou de fora alcançando Araras, interior de São Paulo.


Confira ,abaixo, depoimentos de participantes da Marcha das Vadias em Araras:



Valdir Servilha, 61 anos

“Tenho três filhas, Nathaly 25, Nathasha 22 e Nathalia 18. Elas participaram da Marcha das Vadias desde a criação do evento. Foi extremamente emocionante e prazeroso pra mim ter participado. Uma das melhores realizações estar ao lado delas nesta luta. É importantíssimo pra mim, pois como pai de mulheres eu desejo e também luto por um mundo melhor para elas”.

 

Rodrigo Nascimento Cremasco, 24 anos

Participei da Marcha com uma placa com a seguinte frase: "O feminismo também me liberta, porque o machismo também me aprisiona". Eu, homossexual assumido, sofro, também, as consequência dessa sociedade machista. Nas ruas, no dia da marcha, víamos várias pessoas fazendo cara de rejeição, mas muitas outras nos apoiavam, aplaudiram e se juntavam ao movimento. A sensação é de garra, força. Sensação de que podemos sim, mudar a cultura do estupro e da mulher como objeto sexual”.

 

Adriana Dezotti Fernandes, 49 anos

Acredito na Ecologia e acredito que quanto mais diversidade humana, maior o ganho, mais rico esse "ecossistema" que acabamos compondo. Cada uma e cada um tem algo a acrescentar. O mais importante é que nos fortalecemos e criamos um grupo de pessoas "ponta firmes", ágeis, dispostas e comprometidas. Gente que fala e faz. Isso é muito raro por aí...

 

Paulo Eduardo Remédio Felisberto, 27 anos

“Sendo homem e participando de uma marcha feminista, eu me senti muito bem e muito bem-vindo! Acabei por compreender assuntos que não podia compreender sendo homem, mesmo que solidário ao feminismo. Este diálogo e aprendizado são ricos para entender como a mulher sofre na carne e alma com o preconceito.  A mistura de gerações é algo que sempre me encantou nas vivências em grupo. É algo fundamental para a riqueza das trocas na formação de um coletivo”.

Sistema de cotas para alunos de escolas públicas nas universidades federais amplia acesso à universidade


Marianne Aroca

No dia 29 de agosto de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou  a lei que institui o sistema de cotas para alunos de escolas públicas nas universidades e escolas técnicas federais.

Pela lei, pelo menos 50% das vagas nas universidades federais devem ser reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio integralmente em escola pública, além disso, dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a estudante do terceiro ano do ensino médio da rede pública, Heloisa Jardim, que pretende prestar Engenharia Ambiental na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela aprova a nova lei de cotas. “Muitos estudantes não têm condições de pagar uma faculdade particular, essa lei vai ajudar a quem não tem oportunidade a fazer uma faculdade”, diz.

Nayara Morais, também estudante do terceiro ano do ensino médio da rede pública, a lei irá ajudar os alunos de escolas públicas a entrarem em uma boa faculdade. “Eu aprovo a nova lei até o presente momento, e espero vê-la em prática, dando auxílio a nós, que estamos na escola pública”, comentou.

A Danyella Arruda, estudante da escola pública que pretende prestar faculdade de Jornalismo ou Literatura, pretende se enquadrar nesse sistema de cotas, pois quer estudar numa universidade federal. “Concordo com essa nova lei, acho muito funcional, espero que ajude bastante gente a cursar um nível superior numa universidade boa”, declarou.

Na opinião da professora de Literatura da rede pública, Adriana Forti, sancionar a lei foi a melhor coisa a ser feita para os estudantes. “Dessa forma, todos terão a chance de passar num vestibular para uma universidade federal; será uma disputa justa”.

“Trabalhei com meus alunos um texto sobre o assunto, para que eles tomassem conhecimento. O texto era em forma de artigo, afinal caem muito artigos de opinião nos vestibulares, vi como uma forma de treiná-los”, explicou a professora.

Adriana conta que, no geral, todos os professores com quem tem conversado são favoráveis à nova lei. “Acho que, na visão da maioria, a disputa será acirrada para ambos os lados. Tanto para os alunos de escola particular que já tem uma educação melhor, quanto para os alunos que não têm tanta oportunidade assim. No final das contas não importa tanto a classe social, e sim aqueles que estudaram e merecem essa chance”, finalizou.

A política de cotas terá validade de dez anos a contar de sua publicação. As instituições de ensino, mesmo aquelas que já mantêm ações afirmativas, terão quatro anos para implementar integralmente o novo sistema.

Eleições sujam escolas de Cordeirópolis


Santinhos dos candidatos foram as propagandas que mais sujaram as ruas e as escolas

Jéssica Geniseli


No dia 7 de outubro de 2012, aconteceram em todo o Brasil as eleições municipais para a escolha de prefeito e vereadores. Na cidade de Cordeirópolis, interior de São Paulo, o que chamou mais a atenção no dia da eleição foi a quantidade de “santinhos” jogados em frente às escolas.

Segundo o art. 39 da Lei Eleitoral nº 9.504/97 é crime divulgar qualquer propaganda de partidos ou candidatos. A pena é de detenção de seis meses a um ano e pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Em Cordeirópolis como em todo país a lei mais uma vez não foi respeitada. As escolas municipais Amália Malheiro Moreira e Maria Nazareth Stocco Lordello e as escolas estaduais Coronel Jose Levy e Jamil Abraão Saad estavam repletas de “santinhos” causando grande sujeira em suas entradas.

Além de confrontar a lei, os candidatos e seus respectivos partidos políticos não respeitam nem a locomoção dos eleitores, pois essas propagandas causaram vários acidentes com pedestres, como tombos e escorregões.

O que chama a atenção é que a enxurrada de “santinhos” é despejada durante a madrugada, pois é nítida a diferença 12 horas antes da eleição.

Veja, abaixo, o resultado da propaganda eleitoral em escolas da cidade:


Marketing político é a principal arma de candidatos nas campanhas

Durante as eleições, os candidatos se empenham em conquistar os eleitores. Para isso, usam principalmente o marketing político para divulgar suas propostas e planos de governo. Um dos meios mais usados é o “santinho”, distribuído durante o processo eleitoral e no dia da eleição. Segundo Antonio Peres, consultor em marketing político, o candidato usa o “santinho” como uma tática para atingir o eleitor indeciso. Ele explica que a aposta do candidato é a de que o eleitor indeciso olha para o chão em frente à escola que vai votar e vê vários santinhos e escolhe um candidato ali mesmo e oficializa seu voto.

O consultor ainda fala que as campanhas políticas precisam evoluir para serem menos abusivas. Segundo ele, o próprio candidato e seus assessores devem ter uma visão social e diferenciada durante todo o ano de campanha para que para que não tenha tanta sujeira nas ruas.