Cada vez mais as empresas investem nas vendas pelas redes
sociais e as pessoas aderem à facilidade nas compras
Luane Tenório
Entre as redes sociais, o Facebook é o mais utilizado. Normalmente, a empresa cria um perfil ou até mesmo fanpage – uma página da loja ou produto.
O Facebook, criado em 2007, permite a criação de perfil com fotos e informações. O usuário posta conteúdos diversos e as empresas apostam com toda a força neste recurso, através da fanpage, como intuito de divulgar seus produtos.
A agência de turismo CVC de Limeira atende em um estabelecimento e, através do site, chegou à rede social por meio de comentários feitos pelos usuários. De acordo com a agência, a rede social possibilita o maior contato com cliente, além de mostrar as novidades e vantagens de fazer uma boa compra e viajar rumo ao destino desejado. A ferramenta é usada para cotação e a observação de preços, além de manter a maior interação com o cliente.
“Obtemos um retorno muito gratificante, pois temos muitas solicitações de orçamentos através das postagens”, disse a supervisora de vendas, Jéssica Fonseca Lima. A agência de propaganda Contin faz o monitoramento duas vezes por dia, postando fotos e cotação de preços.
“Utilizamos muito o Facebook como fonte de conhecimento para os clientes e todos os dias são postadas informações, promoções e também dúvidas e sugestões dos clientes”, salienta o publicitário responsável pelo monitoramento, Luís Pestilho.
O publicitário e professor universitário, Renato Frigo, afirma que os consumidores estão nas redes sociais e, por isso, é necessário que as empresas cada vez mais utilizem este recurso digital.
A comunicação entre o consumidor e a marca mudou muito com o surgimento das redes sociais. Atualmente as empresas encaram as mídias sociais como ferramentas essenciais para alavancar os negócios. E é por meio delas que as marcas desenvolvem estratégias de divulgação, descobrem as opiniões dos clientes e constroem um relacionamento mais próximo com os consumidores.
De acordo com Frigo, as redes sociais se caracterizam como a mídia mais interativa e mais popular que já existiu no mundo. “Ela faz coisas que a publicidade não consegue fazer”. O Facebook, mais que qualquer outra ferramenta de interação social, se mantêm através da publicidade investida nela. “Nós pagamos o Facebook com o que postamos lá dentro”, disse Frigo.
Frigo explica que os perfis e fanpages são gratuitos, já as publicidades que rolam 24 horas são pagas. “São as grandes marcas do mercado”.
Facilidade de compra
Nas redes sociais tem-se uma facilidade muito grande de compra. Hoje não é preciso ir a uma loja, simplesmente para olhar uma bolsa ou uma roupa; o Facebook proporciona o conforto conhecer um produto e talvez comprá-lo. A loja Adoro Etc vende roupas femininas e masculinas para adolescentes e jovens e utiliza o Facebook como veículo de divulgação. “Pelo baixo custo e por podermos fazer anúncio institucional de graça nos proporciona maior comodidade em anunciar nas redes”, disse a vendedora da Adoro Etc, Cibele Machado.
A Adoro Etc possui uma loja e também um blog com dicas de moda. De acordo com a vendedora, no final do mês de novembro (2012), a loja irá lançar um modelo de venda on line, o que vai gerar mais clientes, propiciando a maior interação com eles.
“As redes sociais nos possibilita fazer parte do dia a dia das pessoas, além de oferecermos os nossos produtos e proporcionar um ‘curtir ou um compartilhar’ de nossas peças”, finalizou Cibele.
O professor Frigo ressalta que a facilidade de compra está na opinião que o consumidor tem. “As empresas se preocupam muito com o que falam delas nas redes sociais, o consumidor opina se gostou ou não”.
Agências de propaganda e estratégias de marketing
As agências de publicidade cativam o público nas redes sociais através das fotos, textos, vídeos. As redes conseguem avaliar qualitativamente e quantitativamente o acesso do público nas redes sociais, através das postagens.
Segundo Frigo, as agências usam um método estratégico de marketing, a curadoria. “A estratégia chamada curadoria vai de encontro com a perspectiva do consumidor. O publicitário analisa o que o consumidor gosta e consegue criar um conteúdo que proporciona a dar um curtir, um compartilhar ou um comentar, conhecendo mais o público que pretende atingir”.
Consumidor
A estudante de 21 anos, Marianne Aroca, comprou pela primeira vez um anel através de uma loja que anuncia no Facebook. Marianne comenta que foi bem atendida, mas alerta que o consumidor precisa ter referências do lugar, da página em que compra. “É muito importante buscar referências do lugar onde você fará sua compra”.
Os comentários sobre produtos e empresas nas redes sociais funcionam como as antigas propagandas “boca a boca”. Mesmo na era digital, a recomendação ou a avaliação negativa de produtos e empresas tem grande peso na decisão de compra. Isso é o que faz o assistente administrativo, Ronaldo Carvalho. “Quando quero comprar algo pelo Facebook ou por qualquer outro site, observo o que as pessoas dizem do produto se recomendam ou não”, disse.
Brasileiros estão mais conectados
Nas redes sociais, as pessoas contribuem com opinião e informação de forma espontânea. O Brasil é campeão nisso. Um levantamento feito pelo Ibope mostrou que mais de 80% dos brasileiros estão conectados a essas ferramentas.
Em uma matéria publicada no jornal Correio Braziliense, o especialista em Marketing digital e diretor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Roberto Resende Moreira, afirma que as empresas temem entrar nesses espaços, porque entendem que estarão colocando a cara a tapa. “A questão é que não adianta nada não colocar. Você pode achar que não está na internet, mas as pessoas vão falar sobre sua marca e ponto”.
O especialista em marketing fala que não dá para estar na Web de um jeito passivo, apenas criando um site ou uma conta em rede de relacionamento. “Tem que fazer isso, mas tem também que ir atrás do que estão dizendo de você, da sua empresa”, finalizou.






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