Tecnologia toma conta do dia-a-dia das
crianças e, em alguns casos, preocupa os pais
Tamires Souza
Atualmente
percebe-se a diferença que existe entre as novas gerações e as gerações
anteriores. As crianças vêm sendo alvo de propagandas com teor tecnológico, ou
seja, são muitos os comerciais de jogos e acessórios tecnológicos como, vídeo
games, celulares, tablets, entre outros. Isso ocorre pelo fato dessa nova
geração, mais conhecida como geração “Y”, estar a cada dia mais conectada ao
mundo virtual.
A tecnologia tem sido uma dessas grandes
diferenças entre essa geração e as anteriores. É visível a diferença entre a
educação que as escolas concediam aos seus alunos alguns anos atrás, para a educação
nos dias atuais. Hoje em dia, os professores passam mais trabalhos de pesquisa
e muitos levam seus alunos à sala de informática pelo menos uma vez na semana.
A onda
tecnológica que vem atingindo essa nova geração tem seus pontos positivos e negativos. Um
dos pontos positivos é que a internet ajuda as crianças e adolescentes a
fazerem seus trabalhos de pesquisa.
Entre
os pontos negativos está a acessibilidade que os pequenos tem com teor adulto,
ou seja, a pornografia. Para Moacir de Souza, 32, esse é um grande problema.
“Tenho uma filha de 10 anos que usa a internet e já tem até Facebook. Mas, como
não tenho muito tempo para acompanha-lá no mundo virtual, quase nunca sei com
quem ela conversa e o que ela vê nessa rede social”, diz o motoboy.
Para Sílvia
da Silva, 31, mãe de Bárbara, a tecnologia tem ajudado na vida escolar da
filha. “A Bárbara gasta menos tempo para fazer as lições de casa, pois ela
pesquisa na internet. Então sobra mais tempo para ela brincar”, diz a dona de
casa.
“Minha
professora sempre passa trabalhos para serem pesquisados na internet. Às vezes,
eu copio tudo o que está no site, em outras eu leio o que está lá e escrevo com
as minhas palavras”, diz Bárbara da Silva, 8.
Com
toda essa tecnologia ao alcance das crianças, muitos pais deixam seus filhos
criarem contas em redes
sociais, como o Facebook. Esse é o caso de Roseli de Paula, 37, e sua filha
Mariana de Paula, 8. “A Mariana criou uma conta no Facebook recentemente. Depois
disso, ela quase não sai mais da frente do computador”, conta a dona de casa.
Algumas
vezes as crianças têm mais facilidade de lidar com a tecnologia do que seus
próprios pais. “Ela aprendeu a mexer rapidamente no Facebook, existem coisas
que ela ainda não sabe e está aprendendo melhor. Mas confesso que ela sabe mais
que eu”, diz.
A
internet não é um local seguro para crianças, por isso os pais devem estar
atentos aos seus filhos. “Alguns pais acham que por seus filhos estarem dentro
de casa, estão seguros. Mas as redes sociais, como o Facebook, não é tão segura
quanto parece, pois podem existir pessoas com má intenção ou ser uma válvula de
escape para a criança. Eu tenho a senha da minha filha e sempre acompanho o que
ela posta, com quem conversa e quem adiciona como amigo”, diz Roseli.
Mas,
não são apenas as redes sociais que mexem com a cabeça dos pequenos. Aparelhos
tecnológicos também fazem parte da vida infantil; estes aparelhos
modificaram a infância dos dias de hoje. “No dia das crianças, o pedido da
Bárbara foi um tablet. Ofereci outros presentes, mas ela não aceitou e quase
ficou doente por causa desse aparelho”, diz Sílvia.
“As
crianças da atualidade vivem numa era extremamente tecnológica, em que se troca
um brinquedo por um celular ou computador. Não se vive a infância como alguns
anos atrás”, completa Sílvia.






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