Pesquisa realizada em São Paulo
e Rio de Janeiro identifica problemas enfrentados no jornalismo
Daniela Cason
Divulgada no mês de setembro passado,
pela Folha de S. Paulo, as estatísticas realizadas pelo site adzuna.com.br, de
busca de emprego, apontam que o jornalismo
está entre as piores profissões. Nesse campo, diversas pesquisas são feitas
para comprovar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área.
Problemas com não exigência do diploma, remuneração baixa, longas e cansativas
horas de trabalho contribuem para atestar essa realidade.
Desde 2009, o Supremo Tribunal
Federal descartou a exigência do diploma de jornalismo,
no Brasil. Porém, em setembro passado, a Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara (CCJ) aprovou uma proposta de emenda
à Constituição que estabelece a exigência do diploma.
Em tramitação, o planejamento
ainda será analisado por uma comissão especial, antes de ir para o Plenário da
Câmara.
Atentar-se quanto a esses
dilemas que são de primeira instância é de extrema urgência. O jornalismo, que
tem como princípio contribuir com a sociedade, é menosprezado por ela. Em São
Paulo e no Rio, 93% dos jornalistas não são registrados em carteira.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Rio Grande do Sul, o
psicólogo, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto
Heloani, explica que devido às contrariedades enraizadas no cotidiano do
jornalismo, os problemas de ordem cardiovasculares são muito frequentes, além
da sistemática dependência química.
De acordo com Heloani, essa
situação começa com o atual contexto dos ambientes das empresas de comunicação, que tendem a
contratar profissionais mais jovens, provocando disputas acirradas entre as
gerações.
Suas pesquisas resumem fatores
como a multifuncionalidade desses jovens que se prontificam a realizar diversas
tarefas “tecnológicas”, despolitização completa
e falta de bagagem necessária para a realização do jornalismo
mais investigativo, o que descaracteriza uma atividade agora ainda mais
aviltada.






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