Santinhos dos candidatos foram as propagandas que mais sujaram as ruas e as escolas
Jéssica Geniseli
No dia 7 de outubro de 2012, aconteceram em todo o Brasil as eleições municipais para a escolha de prefeito e vereadores. Na cidade de Cordeirópolis, interior de São Paulo, o que chamou mais a atenção no dia da eleição foi a quantidade de “santinhos” jogados em frente às escolas.
Segundo o art. 39 da Lei Eleitoral nº 9.504/97 é crime divulgar qualquer propaganda de partidos ou candidatos. A pena é de detenção de seis meses a um ano e pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.
Em Cordeirópolis como em todo país a lei mais uma vez não foi respeitada. As escolas municipais Amália Malheiro Moreira e Maria Nazareth Stocco Lordello e as escolas estaduais Coronel Jose Levy e Jamil Abraão Saad estavam repletas de “santinhos” causando grande sujeira em suas entradas.
Além de confrontar a lei, os candidatos e seus respectivos partidos políticos não respeitam nem a locomoção dos eleitores, pois essas propagandas causaram vários acidentes com pedestres, como tombos e escorregões.
O que chama a atenção é que a enxurrada de “santinhos” é despejada durante a madrugada, pois é nítida a diferença 12 horas antes da eleição.
Veja, abaixo, o resultado da propaganda eleitoral em escolas da cidade:
Marketing político é a principal arma de candidatos nas campanhas
Durante as eleições, os candidatos se empenham em conquistar os eleitores. Para isso, usam principalmente o marketing político para divulgar suas propostas e planos de governo. Um dos meios mais usados é o “santinho”, distribuído durante o processo eleitoral e no dia da eleição. Segundo Antonio Peres, consultor em marketing político, o candidato usa o “santinho” como uma tática para atingir o eleitor indeciso. Ele explica que a aposta do candidato é a de que o eleitor indeciso olha para o chão em frente à escola que vai votar e vê vários santinhos e escolhe um candidato ali mesmo e oficializa seu voto.O consultor ainda fala que as campanhas políticas precisam evoluir para serem menos abusivas. Segundo ele, o próprio candidato e seus assessores devem ter uma visão social e diferenciada durante todo o ano de campanha para que para que não tenha tanta sujeira nas ruas.






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